Não tem jeito, por todas as equipes de projetos por onde eu passei, sempre foi comum na hora do almoço ver as pessoas “detonando” algum chefe, gerente, ou alguma outra pessoa que, na maioria dos casos, é alguém que possui um papel percebido como “superior” ao restante do time.
Assim, enquanto eu me aprofundo mais na área de projetos e liderança, uma das coisas que me vem a mente é: como não ser o assunto da hora do almoço?
Para chegar a esta resposta eu comecei uma reflexão sobre tudo que já ouvi durante todos esses anos, que incomodava os membros da equipe, e comecei a notar alguns padrões. Normalmente os motivos que levavam alguém para o “paredão” do almoço eram sempre os mesmos.
Basicamente para se tornar o “assunto” você pode fazer uma ou mais das seguintes coisas:
- Se colocar como alguém que é melhor ou “superior” que outrém. Evidenciar a hierarquia.
- Ir para casa cedo, sair para beber, ou se divertir, sendo que você colocou sua equipe para trabalhar até de madrugada.
- Ignorar todas as idéias que não são suas.
- Apropriar-se de idéias que não são suas.
- Jogar a culpa nos outros.
- Chamar atenção/punir alguém na frente da equipe.
- Exigir um tipo de comportamento da equipe que você não mantém, ou seja, não dá o exemplo. Do tipo: “faça o que e falo, e não o que eu faço”
- Micro-gerenciar o tempo e trabalho das pessoas.
- Questionar a competência de alguém.
- Ser desorganizado, confuso e/ou indeciso na hora de se comunicar ou delegar tarefas.
O engraçado é que todos estes itens são óbvios e mesmo assim continuam acontecendo dia após dia. O problema é que, como já dizia o clássico livro “Adams Óbvio”, poucas pessoas conseguem enxergar o óbvio, e a maioria dos gestores que cometem esses erros muitas vezes nem percebem que o estão fazendo.
Mas existe algo interessante nesta lista que eu gostaria de destacar.
Com exceção dos itens 8 e 10 que possam talvez ser considerados algo mais técnico, todos os outros itens estão ligados diretamente ao comportamento do líder/gestor, e não ao seu conhecimento ou competência técnica em si.
É claro que uma falha técnica também poderá ser motivo de comentários, mas pelo menos em minha experiência, acredito que os principais fatores que levam a insatisfação de uma equipe com o seu gestor são desvios de comportamento.
E isso é um grande problema, porque solucionar uma deficiência técnica é muito mais fácil do que solucionar um problema de comportamento. Estes últimos normalmente tem raízes na criação da pessoa, na educação e principalmente nos valores em que ela foi moldada, e isto não é nada fácil de mudar.
Bem, como dizem por aí: “é melhor aprender com o erro dos outros do que com os nossos erros”. Pois fica aí minha contribuição. A lista de 10 itens representam algumas das situações que eu vi acontecer mais de uma vez e que impactaram de forma negativa nas equipes. Espero que sirva de inspiração para uma reflexão 
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